Tudo o que precisa de saber sobre o CHULC

Bem-vindo(a) ao Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central
Caro utente,

Somos um centro hospitalar que tem por missão atingir os mais elevados padrões éticos e de responsabilidade que mereçam a sua absoluta confiança.
Queremos prestar cuidados de saúde diferenciados, de qualidade, em tempo adequado, com eficiência e em ambiente humanizado.
Criámos este guia de utente a pensar em si e na sua família, pois o nosso objetivo é cuidar do doente e não apenas da doença.
O nosso compromisso é cuidar de si com a maior qualidade técnica e cientifica, com respeito pela dignidade, pela diversidade cultural e pelos seus direitos.
Estamos de olhos postos no futuro e este passa por nos pautarmos pelas melhores práticas. Como tal, as suas sugestões e reclamações são importantes para nós, porque através delas podemos melhorar os nossos cuidados.


Rosa Valente de Matos
Presidente do Conselho de Administração do CHULC
“Inovar no Cuidar”

Quem Somos

O que é o CHULC?

O CHULC foi criado pelo Decreto – Lei nº61/2018, 3 de Agosto, sucedendo oficialmente o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC).
Na origem do centro estão os Hospitais Civis de Lisboa, HCL, e, antes disso, ainda no século XV, o Hospital de Todos-Os-Santos. É destes primeiros tempos que vem o atual símbolo identificador do centro, “Omnia Santorum”.

      

O CHULC é constituído por seis hospitais: Hospital de São José (H.S.J.), Hospital de Santo António dos Capuchos (H.S.A.C.), Hospital de Santa Marta (H.S.Marta), Hospital Dona Estefânia (H.D.E.), Hospital Curry Cabral (H.C.C.) e Maternidade Dr. Alfredo da Costa (M.A.C.).

Entre outros serviços relevantes para Lisboa e para o País, no CHULC funcionam três Urgências: polivalente, no HSJ, pediátrica, no HDE e obstétrica, na MAC. Trabalham no CHULC 8498 profissionais, entre os quais 1135 médicos, 2769 enfermeiros, 769 técnicos de saúde e 2072 assistentes operacionais .

Realizam-se por ano no CHULC  22.307 cirurgias, 513.127 exames complementares, 203.712 atendimentos em urgência, 850.812 consultas externas, 43.860 sessões em hospital de dia (números referentes ao ano de 2021).

No futuro próximo prevê-se a construção do Hospital de Lisboa Oriental que substituirá as atuais seis unidades espalhadas pelo centro da cidade de Lisboa.

Somos um Centro Hospitalar Universitário, constituído por seis hospitais com participação ativa na formação de futuros profissionais de saúde, através de protocolos com as Universidades e Institutos Universitários da área da Saúde.

Clique aqui para consultar a Missão, Visão, Valores e Objetivos do CHULC.

Informações Úteis

Como Chegar?
Os Hospitais usufruem da rede de transportes públicos. Consulte a página “Como chegar” para facilitar o seu acesso.
Se optar por utilizar viatura própria, saiba que os Hospitais se situam numa zona de estacionamento problemático, com parquímetros, existindo nas proximidades alguns parques de estacionamento.
Temos lugar de estacionamento destinados a pessoas com mobilidade reduzida.


Telefone
Existem várias cabines de telefone público devidamente identificadas.
A utilização de telemóveis está condicionada em algumas áreas.
Mantenha-o em silêncio e siga as instruções sobre a sua utilização .


Cafetaria
O Centro Hospitalar tem em funcionamento em cada Unidade pelo menos uma cafetaria, algumas têm self-service, servindo refeições ligeiras.
Confira os horários e os locais no quadro abaixo:

 

Acesso à Internet
Em alguns locais do CHULC há acesso livre à internet – Wifi Utente – que é disponibilizada para sua comodidade.


Para cidadãos de outras nacionalidades ou com necessidades especiais, disponibilizamos:
– Cadeiras de rodas;

– Tradutor – intérprete de línguas estrangeiras e língua gestual portuguesa, desde que solicitado atempadamente.

– Promovemos também práticas inclusivas com as várias comunidades, respeitando a sua diversidade cultural, através de relações de proximidade. Por exemplo para a comunidade cigana temos um mediador intercultural e para a comunidade do Bangladesh e do Nepal, temos contatos de referência.


Videovigilância
Para sua segurança, existe videovigilância em vários locais do CHULC, respeitando as determinações legais.

 

Direitos e Deveres do Doente, Doente Internado e da Criança Internada

Direitos e Deveres e Deveres do Utente

Carta dos direitos do Doente Internado 

Carta dos Direitos da Criança Internada

 

Colabore connosco:
Mantenha uma atitude de vigilância em relação aos seus pertences, dado que o CHULC não se pode responsabilizar pelos mesmos.
Mantenha em segurança os seus pertences. Exemplo: equipamentos informáticos, dinheiros, etc.

O CHULC promove a prestação efetiva de cuidados assistenciais de qualidade, centrados em si, garantindo a avaliação individual das suas necessidades, a promoção das melhores práticas e de cuidados interligados ao longo de todo o seu percurso, respeitando os valores humanos, éticos e deontológicos bem como de práticas cada vez mais inclusivas.

Fomentamos a autonomia, promovemos a educação para a saúde e hábitos de vida saudáveis e asseguramos o respeito pela sua privacidade, intimidade e a confidencialidade de toda a informação.

Consideramos que a sua segurança é um direito, mas também um dever. Envolva-se, questione e participe.

A sua vontade/decisões/ direitos estão salvaguardados através de diversos mecanismos, para saber mais clique nos itens assinalados:

 


Cuidados que prestamos

O CHULC assume-se como instituição de referência na prestação de cuidados e garante o melhor diagnóstico e tratamento médico disponíveis.

Com o objetivo de melhor atender as necessidades da população que servimos, foi criada uma Comissão da Diversidade e Inclusão que integra profissionais de várias áreas de intervenção por forma a promover práticas cada vez mais inclusivas. Fomos a primeira organização pública hospitalar a assinar a Carta Portuguesa para a Diversidade e Inclusão.

Possui várias unidades de prestação de cuidados de ambulatório, de internamento médico e cirúrgico, de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de intervenção, bem como de várias urgências.

Contamos ainda, desde de 2019, com uma Unidade de Hospitalização Domiciliária.

Unidade de Nutrição

O que é a Nutrição Clínica?
A Nutrição Clínica é a área da prestação de cuidados vocacionada, tanto para a correção e educação alimentar, como para o tratamento e acompanhamento de doenças e de situações clinicas específicas. Partindo da avaliação das necessidades, a nutrição dedica-se a orientar, aconselhar, planear, implementar e monitorizar o suporte nutricional disponibilizado aos doentes.

Que cuidados de nutrição clínica oferece o Centro Hospitalar?
O CHULC conta com uma equipa de nutricionistas com uma vasta experiência numa grande diversidade de situações clínicas de complexidade variável, que asseguram o acompanhamento e apoio no âmbito da nutrição clínica aos doentes internados (consulta interna) e aos que se encontram em regime ambulatório, em particular no âmbito da consulta externa.

Como posso ter acesso a uma consulta de Nutrição?
A referenciação para a consulta de Nutrição pode ser efetuada a partir da consulta de qualquer especialidade médica ou cirúrgica do CHULC ou a partir das unidades de internamento.

Se estiver internado(a), a alimentação que me é servida é nutricionalmente equilibrada?
A alimentação servida durante o internamento corresponde às suas necessidades e é adequada às suas condições clínicas específicas, sendo fornecida por empresas do setor da restauração sob prescrição do seu médico ou nutricionista assistente. Os nutricionistas colaboram na definição de planos alimentares, quer na ótica da prevenção da doença e da promoção da saúde, quer com o objetivo de corrigir problemas nutricionais.

Se por alguma razão não me conseguir alimentar de forma conveniente, tenho outras alternativas?
Todos os utentes são ser avaliados pela equipa multidisciplinar e, no caso de não estarem a alimentar-se convenientemente, é instituída terapêutica nutricional, o que pode envolver a recomendação de suplementos nutricionais orais (bebidas ou pudins com enriquecimento em energia e nutrientes). No caso de não ser possível alimentar-se oralmente, temos, como alternativas, a nutrição entérica (por sonda) ou a nutrição parentérica (através de cateter).

Estando internado, posso receber comida dos meus familiares ou outras visitas?

Como princípio, não deve consumir outra alimentação que não seja a fornecida pelo próprio hospital, dado que esta garante as necessidades nutricionais, mas também as restrições necessárias a cada individuo e situação clinica específica, bem como as condições de segurança alimentar. No entanto, em casos excecionais, a equipa multidisciplinar poderá dar o seu acordo a que lhe seja trazida comida do exterior.

As minhas preferências alimentares serão respeitadas durante o internamento?
Sempre que possível, os planos alimentares instituídos serão adaptados aos regimes alimentares específicos seguidos pelos doentes (por exemplo, vegetarianismo), respeitando simultaneamente princípios culturais e religiosos e atendendo a eventuais alergias e intolerâncias alimentares que possam existir. Além disso, terá a possibilidade de escolher, em ambas as refeições principais, entre o prato de peixe e o prato de carne previstos nas ementas diárias de cada dieta.

Terei algum tipo de acompanhamento nutricional após a alta de um internamento em que fui submetido a um procedimento cirúrgico ou no âmbito do qual me foi diagnosticada uma doença que eu desconhecia?
No âmbito do planeamento da alta, se for necessário, será feito um ensino nutricional e será prescrito um plano alimentar. Em casos particulares, pode ser agendada consulta de Nutrição para reavaliação e monitorização.

Posso escolher a minha alimentação?
O regime alimentar faz parte do seu tratamento. A dieta é prescrita de forma a garantir uma alimentação equilibrada e adequada à situação clínica e ao padrão alimentar cultural, específico de cada utente.
Sempre que a sua dieta o permitir, poderá selecionar a sua refeição de acordo com as opções disponíveis.

Gabinete do Cidadão

O que é o Gabinete do Cidadão?
O Gabinete do Cidadão é um serviço de apoio à gestão, que tem por objetivo ser um espaço de mediação, diálogo e participação dos cidadãos enquanto agentes ativos e responsáveis, detentores de direitos e deveres nos serviços de saúde.
Este serviço tem também a função de tratar e encaminhar as exposições que visam o funcionamento dos Serviços do Centro Hospitalar.


Como posso entrar em contacto com o Gabinete do Cidadão?
O Gabinete funciona todos os dias úteis das 9h às 16h, com atendimento personalizado, no Hospital de São José (Chalé dos Pêssegos).
Poderá ainda entrar em contacto connosco através dos telefones 218841835 ou 218841410, ou por e-mail gabinete.cidadao@chlc.min-saude.pt

 

O que faz um Gabinete do Cidadão?
Ao Gabinete do Cidadão, entre outras atribuições, compete-lhe:

  • Atender de forma personalizada os utentes do SNS que recorrem ao Gabinete, informando-os sobre direitos e deveres em relação aos serviços de saúde;
  • Reduzir a escrito as exposições orais, nos casos em que os cidadãos não o possam fazer;
  • Proceder à receção, registo e tratamento de todas as exposições apresentadas pelos cidadãos;
  • Assegurar meios de participação dos cidadãos, designadamente através das caixas de sugestões, correio eletrónico, livro de reclamações, entre outros;
  • Receber, tratar e encaminhar os de pedidos de informação, solicitados pelo cidadãos;
  • Promover e divulgar os direitos e deveres dos cidadãos no que concerne aos serviços de saúde;
  • Avaliar o grau de satisfação dos cidadãos;
  • Divulgar da existência do Gabinete do Cidadão;
  • Participar em grupos de trabalho (Humanização dos Cuidados, Revisão de Procedimentos, entre outros);
  • Participar em Auditorias Internas e Externas (Centros de Referência, DGS, ERS).

 

Como posso apresentar uma exposição?
A sua exposição poderá ser um elogio, uma reclamação ou uma sugestão.

Poderá fazer a sua exposição através de uma das seguintes formas:

  • Livro de Reclamações (existem 72 livros no CHULC);
  • Presencialmente no Gabinete do Cidadão (HSJ), ou no Serviço Social (HSM, HSAC, MAC, HCC, HDE);
  • Caixa de sugestões (existem 15 no CHULC);
  • Via Postal (rua José António Serrano, 1150-199 Lisboa);
  • Correio eletrónico (gabinete.cidadao@chlc.min-saude.pt);
  • Formulário “Contacte-nos”, escolhendo o tipo de exposição: “reclamação/ sugestão/ elogio”. Clique aqui para aceder ao formulário.

Que dados devem constar na exposição?
Na sua exposição devem constar:

  • Nome completo,
  • Nome do doente (se diferente do exponente),
  • Número de processo clínico do CHULC/ número de utente,
  • Contacto telefónico,
  • Morada completa ou endereço de email,
  • Apresentação da ocorrência de forma clara, identificando a unidade hospitalar, o serviço, os intervenientes e o motivo da sua exposição,
  • Assinar e data da exposição.

A falta ou incorreto registo desta informação pode impedi-lo de obter uma resposta.
Em caso de desistência, o exponente deve expressar essa intenção e assinar.

 

Como tratamos da sua exposição?
Após dar entrada no Gabinete do Cidadão, a sua exposição é analisada e registada numa base de dados para tratamento administrativo e legal. Depois deste procedimento, a exposição é  enviada para o serviço visado, para audição dos intervenientes.
Após receção da resposta do serviço visado, o Gabinete do Cidadão elabora a proposta de resposta a ser enviada para o Conselho de Administração, para decisão final.
Tudo faremos para lhe responder da melhor forma, cumprindo o prazo legal estabelecido (10 dias úteis).

Apoio Social

As perguntas e respostas seguintes pretendem disponibilizar informação relevante e de caráter geral, não respondem a casos concretos, não se constituem como um aconselhamento e encaminhamento social, nem dispensam a consulta ou contacto com o assistente social de qualquer das unidades, quando aplicável.

Quem pode beneficiar do apoio de um assistente social no CHULC?
Podem ser beneficiários da intervenção do assistente social do CHULC todos os utentes ou seus familiares / pessoas de referência / representantes legais que recorram aos vários serviços desta instituição hospitalar.

Como entro em contacto com as assistentes sociais do CHULC?
As assistentes sociais estão integradas na área não clinica denominada Área de Apoio Social. Os contactos podem ser efetuados em regime presencial ou com recurso a telefone ou correio eletrónico.

Qual o horário de funcionamento da Área de Apoio Social do CHULC?
O horário de funcionamento é das 8h30 às 18h00, todos os dias úteis.
No serviço de urgência do Hospital de S. José, o horário é:
– Dias úteis: 08h30 – 22h00;
– Fins de semana e feriados: 10h00 – 20h00.

Para ser atendido pelo serviço social em regime presencial necessito de efetuar marcação prévia?
Pode dirigir-se à Área de Apoio Social e será atendido mediante a disponibilidade do assistente social.

Posso dizer a outros profissionais que necessito de entrar em contacto com a Área de Apoio Social?
Caso não consiga estabelecer o contacto com a Área de Apoio Social e sinta necessidade de apoio, neste âmbito deverá solicitar aos profissionais que lhe prestam cuidados, que articulem com o assistente social afeto ao serviço para que este promova o atendimento social e acompanhamento à sua situação específica.

A Área de Apoio Social pertence ao Instituto da Segurança Social?
A Área de Apoio Social é uma estrutura de apoio à atividade clínica do CHULC. Intervém a pedido do utente / família, quando se reconhecem vulnerabilidades sociofamiliares ou sempre que se identifique risco ou perigo para o utente.

Quais as informações prestadas com maior frequência pelo assistente social?
O assistente social esclarece sobre: direitos e prestações sociais, recursos da comunidade (lares, centros de dia, apoio domiciliário, integração escolar, acesso a bens de primeira necessidade, tais como alimentos, medicação, produtos de apoio; transportes, alojamento, entre outros), bem como obrigações dos utentes/ famílias e requisitos/documentação a apresentar para aceder às prestações / apoios.

Pode um cidadão estrangeiro ser beneficiário do Apoio Social do CHULC?
Qualquer utente do CHULC poderá recorrer ao Apoio Social de modo a ter este acompanhamento individualizado, e independentemente da regularização da sua situação em Portugal.

No caso de se verificar alteração da autonomia / dependência aquando da estadia no CHULC, que apoios terei no regresso ao domicílio?
De forma a garantir uma alta adequada e uma integração no domicílio em segurança existem várias respostas sociais na comunidade que contribuem para colmatar algumas destas necessidades. Para melhor avaliação e encaminhamento, deve contactar o assistente social que apoia a unidade/ consulta onde é acompanhado.

No caso de haver necessidade de cuidados continuados aquando da estadia no CHULC, como poderei saber se terei critérios para ser referenciado à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados?
De forma a garantir uma alta adequada e/ ou um encaminhamento de acordo com a avaliação clínica em contexto hospitalar, poderá solicitar a intervenção do assistente social que apoia a unidade onde se encontra internado, de modo a ver esclarecidas as suas questões sobre os critérios de referenciação e processo de encaminhamento e/ou consultar a legislação em vigor.

No caso de dificuldade na aquisição da medicação como posso fazer?
Poderá contactar o serviço social do hospital onde é seguido de modo a que a sua situação seja avaliada e encaminhada de acordo com o contexto específico.

Se tiver conhecimento de uma situação de maus tratos de uma criança ou de um jovem, menor de 18 anos, acompanhado no CHULC, posso comunicar estas informações à Área de Apoio Social?
Sim. Pode e deve comunicar a alegada situação de maus tratos, por escrito ou presencialmente à Área de Apoio Social do hospital onde a criança ou o jovem é acompanhado, por se tratar de uma entidade competente em matéria de infância e juventude. Pode, ainda, efetuar esta comunicação junto das entidades policiais, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) ou autoridades judiciárias.

Estou grávida e o pai da criança põe em dúvida a sua paternidade. Como devo proceder?
Após o nascimento da criança, poderá efetuar o registo de nascimento da mesma só em seu nome. Automaticamente o processo é encaminhado para o Tribunal, para uma averiguação oficiosa da paternidade.
Para um melhor esclarecimento contactar o serviço social da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

Estou grávida, desempregada e sem meios de subsistência. Onde poderei adquirir bens e produtos necessários para o meu bebé?
Através do serviço social da MAC, poderá ser apoiada após análise da sua situação especifica, em enxoval, alcofa e outros géneros necessários ao bem-estar do seu recém-nascido.

Sou beneficiário da Segurança Social, como posso ter acesso aos meus direitos de proteção social adequados à minha situação?
Os utentes do CHULC poderão sempre contactar o serviço social dos vários hospitais, pois será atendido por um Assistente Social que dará o devido esclarecimento de acordo com sua situação.

No entanto, poderá ainda consultar o site da Segurança Social através do link:
https://www.seg-social.pt/inicio – (separador SOU CIDADÃO)
Telefs: 300 502 502 ou 210 545 400

Acesso à informação clínica

Quem tem acesso à minha informação clínica?
– Os profissionais de saúde, exclusivamente no âmbito dos cuidados de saúde que lhe são prestados;
– O próprio utente titular da informação,
– O representante legal de pessoa menor ou incapaz;
– Terceiro com autorização escrita do titular da informação;
– Terceiro que, sem autorização escrita do titular da informação, demonstre interesse direto, pessoal e legítimo suficientemente relevante segundo o princípio da proporcionalidade.

Como posso ter acesso a informação clínica?
No âmbito do pedido de acesso a informação clínica é possível solicitar:
– relatório médico;
– fotocópia de registos clínicos;
– cópia de exames analíticos;
– cópia de exames imagiológicos
– certificado de óbito

Estes pedidos devem ser formalizados através de requerimento do próprio ou por terceiro.

O requerimento de acesso à informação clínica pode ser entregue:

Todos os pedidos devem ser acompanhados por documentos de identificação e outros documentos comprovativos considerados imprescindíveis à decisão do direito de acesso, como sejam elementos de prova que demonstrem o interesse direto, pessoal e legítimo suficientemente relevante segundo o princípio da proporcionalidade.

Sempre que o pedido não seja instruído nestes termos, o requerente será notificado para aperfeiçoar o mesmo no prazo de cinco dias úteis.

No que diz respeito aos documentos de identificação, caso a opção de entrega do pedido de acesso à informação não seja presencial (por via postal, através de correio eletrónico, no portal ou na APP), será necessário que:
Os pedidos sejam efetuados pelo próprio – o envio consentido de reprodução do cartão do cidadão (ou bilhete de identidade) em fotocópia, conforme o nº2 do art.5º da Lei nº7/2007 de 5 de fevereiro.

Os pedidos referentes a pessoa de idade ou incapaz  – o envio consentido da reprodução do cartão de cidadão (ou bilhete de identidade) em fotocópia do progenitor ou representante legal e do titular da informação.

Os pedidos efetuados por terceiro – o envio consentido da reprodução do cartão do cidadão (ou bilhete de identidade) em fotocópia de quem solicita a informação e do titular da informação.

Os pedidos referentes a utente falecido – a reprodução do cartão do cidadão (ou bilhete de identidade) em fotocópia de quem solicita a informação e documento comprovativo da condição de herdeiro.

 

Taxas Moderadoras

Quem está isento do pagamento de taxas moderadoras?
Poderá consultar a informação aqui.

Existem consultas ou procedimentos dispensados do pagamento de taxas moderadoras independentemente do direito à isenção por parte do utente?
Sim, de acordo com o Decreto Lei nº 113/2011 de 29 de novembro, Artigo 8º e conforme quadro de Especialidades que pode consultar aqui.

Foi-me cobrado indevidamente uma taxa moderadora. O que posso fazer?
As situações de contestação dos valores de taxas moderadoras cobrados ou com registo de dívida deverão ser formalizadas em impresso próprio a entregar:

  • Presencialmente nos postos de atendimento da Gestão de Doentes dos hospitais de São José e de Curry Cabral;
  • Por via postal para – Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, EPE, Hospital de Curry Cabral – Gestão de Doentes, Rua da Beneficência, nº 8, 1069-166 Lisboa;
  • Por correio eletrónico (gdoentes.hcc@chlc.min-saude.pt );

Todos os doentes internados têm direito a receber visitas ou a prescindir delas, bem como ao acompanhamento, nas situações previstas na lei, por pessoa por eles indicada.

O CHULC considera que as visitas e os acompanhantes podem ter um papel muito importante no apoio psicológico, afetivo e de recuperação do doente.

Os horários de acompanhamento e de visitas aos doentes internados estão definidos em cada Unidade de Cuidados conjugando as suas especificidades e características com as necessidades individuais dos doentes aí internados.

Por vezes, o estado clínico dos doentes ou as condições físicas da unidade podem limitar ou interferir no cumprimento do horário e na duração da visita/ acompanhamento.

 

Quem me pode acompanhar?
Pode ser qualquer pessoa indicada por si, ou a pessoa que legalmente o representa nas situações em que não pode expressar a sua vontade, e que o acompanha quando o direito de acompanhamento pode legalmente ser exercido.
Consulte as regras, contactos e excepções aqui.

Quando posso estar acompanhado?
Sempre que estiver no serviço de urgência, pode estar acompanhado por uma pessoa por si indicada, devendo para tal dar essa informação no momento da admissão.
Todas as mulheres grávidas internadas têm direito a acompanhamento por pessoa por si escolhida, durante todas as fases do trabalho de parto
As crianças, as pessoas com deficiência, em situação de dependência ou com doença incurável em estado avançado e em estado final de vida também podem estar acompanhadas.
Consulte as regras, contactos e exceções aqui.


Posso estar sempre acompanhado?

Não. Existem algumas situações em que este direito pode ser limitado, tais como:
• Situações que ponham em risco a saúde pública;
• Determinação judicial;
• Sempre que possa haver comprometimento das condições e requisitos técnicos da prestação de cuidados.
Consulte as regras, contactos e exceções aqui.


Posso ter visitas?

Existem horários específicos para os diferentes serviços de internamento, conforme o guia de acolhimento de cada serviço. O período destina-se a familiares ou amigos para além da pessoa identificada por si como acompanhante.
Consulte as regras, contactos e exceções aqui.


Posso recusar visitas/ acompanhante?

Todo o utente pode prescindir do seu direito ao acompanhamento e/ou a visitas. Esta decisão deve ser comunicada à sua equipa de saúde o mais breve possível.
Consulte as regras, contactos e exceções aqui.


Tenho um animal de companhia, posso ter a sua visita?

Pode, mas só em casos específicos, devidamente fundamentados e depois de uma análise cuidada por parte dos profissionais de saúde. São exceção os cães de assistência, cujo acesso aos estabelecimentos públicos de saúde se encontra consagrado na lei.
Consulte as regras, contactos e exceções aqui.

 

Que regras devo cumprir como visita ou acompanhante?
• Deve respeitar as indicações dadas pelos profissionais de saúde;
• Deve cumprir os períodos de visita, de acordo com o número de pessoas atribuído a cada utente;
• Deve manter visível o cartão de identificação de acompanhante desde que este lhe é atribuído;
• Deve ter sempre uma atitude de civismo e respeito pelos outros utentes e visitantes, bem como pelos profissionais de saúde;
• Deve ter uma atitude de vigilância em relação aos seus bens e pertences;
• Enquanto acompanhante pode participar nos cuidados prestados, respeitando as orientações dadas pela equipa de saúde;
• Não deve fornecer bebidas ou alimentos ao seu familiar/ amigo sem antes confirmar com o enfermeiro/ a;
• Por questões de segurança e de saúde:
– não é permitida a entrada de menores de 12 anos, exceto em situações especiais, autorizadas pelos responsáveis da Unidade;
– deve lavar ou desinfetar as mãos, antes e depois da visita;
– não se deve sentar nas camas/cadeiras-de-rodas/ cadeirões. Tem ao seu dispor cadeiras para esse efeito;

Consulte as regras, contactos e exceções aqui.


Transportes

Vou ter alta do hospital/ Tenho uma consulta/ exame/ tratamento marcado, tenho direito a transporte?
Para ter direito a transporte terá que cumprir, simultaneamente, um critério clínico e um critério económico (definidos na legislação) e terá que haver sempre prescrição pelo seu médico assistente.
Se tiver direito ao transporte, a informação sobre as condições do mesmo ser-lhe-á dada pela equipa que lhe presta cuidados.

Tenho transporte marcado, mas não vou poder comparecer à consulta/ exame/ tratamento, o que devo fazer?
É muito importante que o comunique à unidade que lhe prescreveu o transporte para que esta possa proceder ao seu cancelamento.
Deve também informar a unidade caso tenha havido alteração do seu estado de saúde que implique alteração da forma de deslocação, por exemplo tinha programado fazer o transporte em cadeira de rodas e agora precisa de maca ou vice-versa.