Telessaude no CHULC: um caminho de inovação e proximidade

As consultas por videochamada, através da nova plataforma de telessaude do CHULC, começaram no final de abril. Já estão em funcionamento nas especialidades de Neurocirurgia, Urologia e Anestesiologia e a ser preparadas noutras áreas que estão a responder ao desafio lançado pelo Conselho de Administração.

 

Dois monitores, um computador, utente de um lado e médico do outro. O cenário é de uma consulta que se faz à distância, mas que se revela bem próxima, em tempos de distanciamento.

A imagem é nítida e, por isso, a avaliação da cicatriz é feita com clareza, semanas depois da cirurgia. É positivo, o resultado da primeira videoconsulta de Neurocirurgia.
Na Urologia, é Isabel (nome fictício) a estrear, na especialidade, a nova plataforma de telessaude do CHULC. Surge de sorriso no rosto, depois de atender a chamada.
Em ambas as interações, o processo começou minutos antes, com vários testes à instalação e funcionamento da plataforma, nos respetivos serviços, feito pela AGSTI.
“Para os nossos neurocirurgiões, o desafio foi marcante. Além de permitir o desenvolvimento de um novo conceito de contato de proximidade com os doentes, revelou também acrescentar valor na prestação de cuidados de saúde que é realizada pela especialidade, num caminho em que continuamos empenhados a «Inovar no Cuidar».”, refere Carlos Vara Luiz, Diretor da Área de Neurociências.
“Pediram-nos para escolher doentes jovens. Na verdade, tinham (quase) todos entre os 70 e os 80 anos e aderiram com muito entusiasmo”, admite Luís Campos Pinheiro. O responsável pela especialidade de Urologia garante ainda que “do ponto de vista puramente clínico, o facto de haver um contacto visual permite uma maior confiança de parte a parte. Muito superior ao que conseguíamos na consulta telefónica”.
No total, na fase piloto, realizaram-se 15 consultas através da nova plataforma. Experiências que suscitaram o interesse de outras áreas clínicas, num caminho de grande crescimento.

 

Experiência estende-se também às áreas não médicas: teste positivo na Unidade de Nutrição.

A Rita (nome fictício) está acompanhada pela mãe. Quando aceitam a videochamada cumprimentam, bastante sorridentes, a nutricionista Carla Correia Martins. Já não se viam há várias semanas. Já a Paula (nome fictício), na consulta seguinte, surge sozinha no ecrã do computador da sala do Laboratório de Nutrição do Hospital Dona Estefânia (HDE). É mais velha e já bastante autónoma nestas consultas.

“As experiências correram muito bem. Temos feito consultas pelo telefone, mas é importante ver-lhes o rosto, as expressões, que nos revelam muita coisa. Os pais de ambas foram bastante recetivos a esta modalidade, porque ainda há algum receio em vir ao hospital. A Rita vive fora de Lisboa e pareceu-lhes, também por isso, bastante adequada esta opção”.

Para as próximas semanas estão marcadas, para já, mais consultas agendadas por outras colegas do HDE e está a ser preparada a extensão do projeto às consultas de nutrição no Hospital de Santa Marta, Hospital Curry Cabral e Hospital Santo António dos Capuchos.

“Esta modalidade permite-nos aumentar a capacidade de resposta das consultas da unidade e facilitar o contacto com os nossos doentes. O objetivo é articular este tipo de consultas à distância com as presenciais, essenciais para um controlo eficaz das medições e dos planos alimentares”, admite Alexandra Cruz, Nutricionista Coordenadora da Unidade de Nutrição do CHULC.

 

Telessaude: uma estratégia de gestão.

Os atuais tempos de pandemia tornaram clara a oportunidade de potenciar e expandir a implementação das consultas à distância, sempre que se justifiquem. O objetivo é estar mais próximo, estar “à mão”, dos doentes. Através de um contacto seguro e profissional. Focado e direto.

Este é o ponto de partida, mas há outras potencialidades a explorar. Caminhos de fácil acesso, que permitem humanizar a relação com o doente, tranquilizá-lo e cuidar em conforto.

CHULC – Inovar no Cuidar

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