CHULC retira 70 toneladas de equipamentos obsoletos e recupera espaços

No Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central retirou das suas instalações cerca de 70 toneladas de materiais obsoletos espalhados pelos seis hospitais que o compõem e está a concentrar numa única área, no Hospital de São José, os equipamentos desativados por antiguidade ou avaria, mas ainda potencialmente reutilizáveis. 

O projeto, que resulta de uma circular informativa do Conselho de Administração de agosto de 2019, permitiu, além da atividade de reciclagem, a recuperação e reutilização de espaços que, por força da acumulação de materiais, se encontravam inoperacionais.
“A recolha de bens com valorização teve em 2019 a expressão de aproximadamente 70 toneladas, efetuada por gestor autorizado (a Metais Margemsul) e cumpridas as regras ambientais com registo na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente”, refere Teresa Ribeiro, administradora hospitalar corresponsável por este projeto.

“Para o trabalho de recolha interna e colocação nos armazéns centrais – explica Teresa Ribeiro – foram movimentadas inúmeras peças de mobiliário e demais equipamentos na perspetiva da sua reutilização, o que correspondeu a um esforço acrescido de todos os envolvidos, destacando-se o Apoio a Doentes”.

Como diz Tiago Pires, que representa no projeto a Área de Gestão de Instalações e Equipamentos, AGIE, esta política, que está apenas no seu início, “permite o abate real de equipamento obsoleto com a respetiva atualização do inventário”. Além disso, “os equipamentos em condições de utilização [e agora concentrados num único armazém] poderão ser objeto de redistribuição para outros serviços em caso de necessidade”

O objetivo da AGIE é a “criação de um parque de equipamentos que possibilite a melhor gestão dos ativos com reflexo direto nas condições de exploração e no apoio à decisão de compra de novos equipamentos”.

Para Ana Cristina Andrade, a administradora hospitalar que também faz parte da equipa responsável por esta iniciativa, “o processo é fundamental para a gestão sistematizada e abrangente dos bens e equipamentos não utilizados pelas unidades.

A medida foi muito bem aceite, tendo sido considerada uma mais valia na gestão dos espaços”. Sublinha ainda aquela gestora a vantagem que o processo representou para a limpeza dos espaços que, de uma maneira geral, ainda se encontravam repletos de bens e equipamentos obsoletos.”

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