CHULC informatiza PPCIRA

Sistema vai ajudar à redução da infeção hospitalar

O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, através da AGSTI (Área de Gestão de Sistemas e Tecnologias de Informação), está a desenvolver um sistema de informação que vai dotar o Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA), e, no geral, todos os seus profissionais de saúde, de uma ferramenta de apoio à operação diária na tomada de decisão e em estudos que determinem a redução das infeções associadas aos cuidados de saúde e à resistência aos agentes antimicrobianos. A iniciativa ganha ainda mais significado se atendermos ao momento de pandemia que atravessamos.
Como nos disse a coordenadora do programa, Liliana Dias: “Por agora a obtenção da informação depende da colheita manual de dados por vários profissionais do PPCIRA, com potencial atraso na identificação de situações de risco e implementação de medidas apropriadas. O programa informático permitirá agilizar todos estes processos, contribuindo para uma melhor operacionalização do Grupo Coordenador Local (GCL-PPCIRA).”
E explica: “A disponibilização da informação em tempo real, nomeadamente no que respeita às infeções, permitirá um alerta imediato aos profissionais de saúde, facilitando a implementação imediata de medidas no sentido da prevenção da transmissão cruzada e uma maior celeridade na identificação de potenciais surtos”.

“A ferramenta informática será também essencial no sentido de garantir a informação adequada para efeitos de gestão e planeamento do PPCIRA e obtenção dos indicadores para a Direção-Geral da Saúde”, conclui.

As infeções hospitalares incluem-se hoje entre os eventos adversos mais frequentes da hospitalização. O risco de adquirir uma infeção durante a prestação de cuidados de saúde tem vindo a aumentar ao longo das últimas décadas, sendo o objeto mais estudado em investigação clínica de incidência ou prevalência.

O PPCIRA tem como pilares fundamentais a vigilância epidemiológica, a redução das infeções e a vigilância/redução do consumo de antimicrobianos. Com ações concertadas nestes três eixos pretende-se, no caso do CHULC, a redução das resistências aos antimicrobianos nos seis polos que constituem o centro hospitalar.

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