O Hospital Dona Estefânia, iniciado em 1860 e concluído em 1877, foi mandado construir pela rainha D. Estefânia, mulher de D. Pedro V.

Numa visita ao Hospital São José, impressionada com a promiscuidade com que na mesma enfermaria eram tratadas crianças e adultos, a rainha ofereceu o seu dote de casamento para que aí fosse criada uma enfermaria para aquelas, e manifestou o desejo de construir um hospital para crianças pobres e enfermas.

Inicialmente chamou-se Hospital da Bemposta mas em homenagem à rainha, que entretanto falecera, passou a designar-se de Hospital D. Estefânia.

A sua construção foi primorosamente planeada. Relacionado com as mais ilustres casas reais da Europa, D. Pedro V solicitou pareceres sobre projectos e plantas hospitalares, elaboradas por técnicos competentes e autorizados sobre o assunto e remetidas dos mais variados locais, nomeadamente Londres, Berlim e Paris.

Em 1969 passou a ter valência Materno Infantil com a construção de um edifício provisório para onde foi transferida de S. José, a Maternidade Magalhães Coutinho inaugurada em 1931.

Esta maternidade, a funcionar em edifício provisório, viria a ser desactivada em 1996 e reinstalada num edifício do princípio do Sec XX, o pavilhão D. Pedro V, após obras de remodelação em 1998-2001.

O Hospital Dona Estefânia tem vindo ao longo dos anos a ganhar diferenciação em todas as especialidades na sua componente pediátrica fruto de muitos pediatras que nele trabalharam permitindo assumir-se como um dos principiais do hospitais pediátricos nacionais.

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